à un amí lointain

Eu canto porque o instante existe
E a minha vida está completa.
Não sou alegre nem sou triste:
Sou poeta.

Irmã das coisas fugidias,
Não sinto gozo nem tormento.
Atravesso noites e dias
No vento

Se desmorono ou se edifico,
Se permaneço, ou me desfaço,
- não sei, não sei. Não sei se fico
ou passo.

Sei que canto. E a canção é tudo.
Tem sangue eterno a asa rimada.
E um dia sei que estarei muda:
- mais nada.

(Cecília Meireles)

~ por anmy em Abril 30, 2008.

Uma resposta to “à un amí lointain”

  1. Eu quase nunca entendo poemas de primeira, tenho que ler e ler e ler de novo. Uhauahuaha
    I love you

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