Oh… Clichê.

•Maio 1, 2008 • Deixe um comentário

De alguma forma sinto que todos estamos aqui juntos meio que dizendo; “Não. Não concordamos com essa política do pavor, e também não, absolutamente, vamos nos enclausurar acuados por isso. Estamos aqui, estamos juntos, cantando canções que nos fazem sentir alguma coisa, de luto, mas ainda vivos e esperançosos. Que isso não seja o bastante pra nos deixar de joelhos, que haja força pra acreditar que ainda vale a pena ter filhos, que não nos tornemos céticos e conformados vivendo um dia de cada vez sem ter mais o que sonhar. Piegas? Idealista? Cafona?

Whatever. As vezes somente os grandes clichês é que fazem algum sentido…

à un amí lointain

•Abril 30, 2008 • 1 Comentário

Eu canto porque o instante existe
E a minha vida está completa.
Não sou alegre nem sou triste:
Sou poeta.

Irmã das coisas fugidias,
Não sinto gozo nem tormento.
Atravesso noites e dias
No vento

Se desmorono ou se edifico,
Se permaneço, ou me desfaço,
- não sei, não sei. Não sei se fico
ou passo.

Sei que canto. E a canção é tudo.
Tem sangue eterno a asa rimada.
E um dia sei que estarei muda:
- mais nada.

(Cecília Meireles)

Comentando o post anterior…

•Abril 27, 2008 • 2 Comentários

é melhor queimar do que se apagar aos poucos.”

Porque eu relamente aprendi, e muito, com essa frase. Pois quando estava na maior depressão de minha vida, foi ela que me fez tirar tudo que havia de ruim em mim e próximo a mim. E ver apenas as coisas belas. Quando algo não lhe faz bem, e você vê que de qualquer maneira tem que acabar logo com tudo. É bem melhor, dar um ponto final, do que apenas uma vírgula.

Kurt Cobain’s letter.

•Abril 27, 2008 • Deixe um comentário

“Para Boddah

Falando como um simplório experiente que obviamente preferiria ser um efeminado, infantil e chorão. Este bilhete deve ser fácil de entender. 

Todas as advertências dadas nas aulas de punk rock ao longo dos anos, desde minha primeira introdução a, digamos assim, ética envolvendo independência e o abraçar de sua comunidade, provaram ser verdadeiras. Há muitos anos eu não venho sentindo excitação ao ouvir ou fazer música, bem como ler e escrever. Minha culpa por isso é indescritível em palavras. Por exemplo, quando estou atrás do palco, as luzes se apagam e o ruído ensandecido da multidão começa, nada me afetava do jeito que afetava Freddie Mercury, que costumava amar, deliciar com o amor e adoração da multidão – o que é uma coisa que totalmente admiro e invejo. O fato é que não consigo enganar vocês, nenhum de vocês. Simplesmente não é justo para vocês e para mim. O pior crime que posso imaginar seria enganar as pessoas sendo falso e fingindo que estou me divertindo 100 por cento. Às vezes acho que eu deveria acionar um despertador antes de entrar no palco. Tentei tudo que está em meus poderes para gostar disso (e eu gosto, Deus, acreditem-me, eu gosto, mas não o suficiente). Me agrada o fato de que eu e nós atingimos e divertimos uma porção de gente. Devo ser um daqueles narcisistas que só dão valor às coisas depois que elas se vão. Eu sou sensível demais. Preciso ficar um pouco dormente para ter de volta o entusiasmo que eu tinha quando criança. Em nossas últimas três turnês, tive um reconhecimento por parte de todas as pessoas que conheci pessoalmente e dos fãs de nossa música, mas ainda não consigo superar a frustração, a culpa e a empatia que tenho por todos. Existe o bom em todos nós e acho que eu simplesmente amo as pessoas demais, tanto que chego a me sentir mal. O triste, sensível, insatisfeito, pisciano, pequeno homem de Jesus. Por que você simplesmente não aproveita? Eu não sei! Tenho uma esposa que é uma deusa, que transpira ambição e empatia, e uma filha que me lembra demais como eu costumava ser, cheia de amor e alegria, beijando todo mundo que encontra porque todo mundo é bom e não vai fazer mal a ela. Isto me aterroriza a ponto de eu mal conseguir funcionar. Não posso suportar a idéia de Frances se tornando o triste, autodestrutivo e mórbido roqueiro que eu virei. Eu tive muito, muito mesmo, e sou grato por isso, mas desde os sete anos de idade passei a ter ódio de todos os humanos em geral. Apenas porque parece muito fácil se relacionar e ter empatia. Apenas porque eu amo e sinto demais por todas as pessoas, eu acho. Obrigado do fundo de meu nauseado estômago queimando por suas cartas e sua preocupação ao longo dos anos. Eu sou mesmo um bebê errático e triste! Não tenho mais paixão, então lembrem, é melhor queimar do que se apagar aos poucos. Paz, Amor, Empatia.

Kurt Cobain.

Frances e Courtney, estarei em seu altar. Por favor, vá em frente, Courtney, por Frances. Pela vida dela, que vai ser tão mais feliz sem mim.

EU TE AMO, EU TE AMO!”

I just hope for that.

•Abril 26, 2008 • 1 Comentário

“Milhões de pessoas compactam o sentido da vida. Elas sorriem, mas seus sorrisos são fabricados. Treinaram esticar os lábios. Sabem falar do ambiente exterior, mas não conseguem falar de si. Estão espremidas nas salas de aula, no ambiente de trabalho e apinhadas na sala de tv com toda a sua família, mas estão sós no meio da multidão.

Uma coisa é certa, não viver pra trabalhar, trabalhar para viver. Não espere que os outros mudem com você, mude você com eles. Não espere que a situação mude, mude a situação. Se você sentir que não tem mais forças pra continuar a sua jornada, não se desespere. Faça uma pausa na sua vida. Tenha coragem de ser um pequeno aprendiz. Retome alguns caminhos, abra novos atalhos e aprenda a mais básica e legítima lição: recomeçar tudo de novo tantas vezes quantas forem necessárias.

Nunca seja passivo em qualquer situação em que estiver. Ambicione ser feliz. Sonhe em ser feliz, persista em ser feliz. Almeje ter uma vida tranqüila. Treine gerenciar seus pensamentos e dar um choque de lucidez na sua emoção.

Que você nunca desista dos outros. Que lhes dê todas as chances necessárias. Que possa ajudá-los a corrigir as rotas de suas vidas, mas, se eles tiverem dificuldades para caminhar, não os condene, carregue-os em seus ombros por algum momento. Se eles não quiserem ser ajudados, aprenda a controlar a sua ansiedade e poupar energia; respeite-os e espere até que eles peçam ajuda.

Que você jamais desista da sua vida e não se auto-abandone, mesmo se o mundo desabar sobre você e ninguém o compreender. Que dos momentos mais difíceis da sua vida você possa escrever os mais belos textos dessa história. Que você aprenda a erguer os olhos e enxergar continuamente o mistério e o encanto da existência, seja nas tormentas ou nos dias ensolarados, seja na solidão ou no conforto social, seja no anonimato ou nos dias de glória. Que você possa se levantar todas as vezes que tropeçar e continuar sem recuar. Que você nunca se sinta mais um número na multidão. Que tenha plena convicção de que ninguém é maior ou menor que você nesta terra. Que jamais duvide de que, embora tenha diversos defeitos, dificuldades e momentos de insegurança, o universo não seria o mesmo sem você.

Que você não tenha medo das longas noites que a vida lhe trará. Que possa aguardar sempre o amanhecer, pois o sol não deixa de brilhar para os amigos da paciência nem para os amantes da sabedoria.”

Meu desejo é apenas honrar solenemente o espetáculo da vida e que meus dias sejam felizes mesmo diante de todos os meus desertos.

I’ve got a friend!

•Abril 25, 2008 • 1 Comentário

É impressionante como após uma péssima prova de química, com direito a um zero, uma única amiga consegue te deixar alto astral. Saudades foram extintas, longas caminhadas pelo bairro, almoços ambulantes resumidos a uma coxinha de frango e uma coca-cola zero.

Uma tarde perfeita ao seu lado, foi o necessário, para me deixar em um estado de felicidade que eu não sentia há tempos. Após tantos dias a base de conversas no msn, relatando mágoas de pessoas tão queridas, depressão, agonia, ódio de parentes… Tudo pôde mudar hoje. Os pensamentos cruéis foram-se para muito longe, deixando apenas alegres e criativos. Você sabe o quão criativo que digo.

 Só tenho a lhe agradecer, por saber fazer a companhia exata quando eu preciso. Por ser uma verdadeira amiga. Por falar tudo o que eu necessito ouvir, mesmo não entendendo o que diz. Por sempre aparecer na hora menos esperada. E especialmente por todos os nossos momentos, conversas, alegrias, tristezas, estudos, pedras em carros, canções em baixo de chuva e de sol, cinemas, shoppings, caminhadas, perdas de ônibus, cartas, filmes, fics, professores, livros, cantos no meio da aula de história, traduções da lélia, vícios, ídolos, risadas à uma da manhã com o cabelo em pé, lidas de revista no inter, pesquisa de preços de bebidas… Simplesmente por tudo! Eu te amo muito, minha eterna amiga panda striper! ;)

 

Oh.. Tédio!

•Abril 24, 2008 • Deixe um comentário

A pessoa estuda cerca de vinte anos, para se tornar o que quer e não precisa de um terço do que aprendeu. É realmente irritante. Para quê saber química se vai fazer cinema? Para quê aprender biologia se vai ser aquiteto? Ter que estudar a vida inteira, para que no fim não utilize nada do que você odiava e era obrigada a saber no colegial, é certamente incompreensível!

É! Hoje é mais um dos meus dias lamentáveis. Sendo vivido à base de saber que amanhã é sexta, e de encontrar amiguinha! :) Deixando de fora a prova de química, que não se sabe a matéria. Mas…, quem está se importando?

Sábado está se aproximando. E shopping à vista! Com direito à compra de presente da afilhada. É tão legal, e ao mesmo tempo tão duvidoso.

Quero receber cartas, estou louca para vê-las em minhas mãos, e falta exatamente vinte e duas horas e alguns minutos – a perseguição do vinte e dois continua - para isso. Mas parece que ultimamente não se tem muitas coisas para ler-se, exceto as cartas. Os livros estão demorando a chegar. E as revistas, nem se fale. Oh, coisas sem importância para se publicarem, viu? Bem parecido com essa onda conhecida como blog, mas ok!

O que se passa na televisão uma hora dessa? Não sei se tento descubrir isso, ou estudo para prova de amanhã !? ¬¬

 

Hello people!

•Abril 23, 2008 • 1 Comentário

Acredito que é o típico primeiro blog de uma garota que ainda não aprendeu a mexer no wordpress, e que está bem alterada por conta de tal fato.

Ainda não decidi o que postarei aqui, e nem estou com muita fé de este blog ter um longo futuro. Mas, como eu nunca tenho esperança para nada. Concluo que este meu comentário não vale a pena ser levado a sério.

O que escreverei aqui? mágoas, realizações, fatos, saudade (mais frequente), desejos, e coisas do tipo. Para um primeiro post, este não ficou um das sete maravilhas, mas eu realmente não estou ligando para isso! :)